sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

SERVIR



Haverá maior bênção do que servir e contribuir, de alguma forma, para o bem-estar das pessoas? 
Que felicidade poder cooperar com uma pequenina porção... 
Ser útil e condizente com as magnas lições ao derredor...
Deus é dádiva constante e infinita; as suas leis sempre se baseiam nas lições da solidariedade. 
Não há nenhuma espécie de mesquinhez nos propósitos divinos: tudo é grandeza ilimitada. 
Num simples fruto, as sementes transbordam.
A vida é um suceder de serviço conjunto, em benefício de cada um, e as noções de solidariedade espiritual jamais faltam. 
Tudo no universo está a serviço da evolução: altos e baixos, atenção e descuidos, amor e falta de benevolência levam à reflexão e ao extermínio dos comportamentos primitivos.
Em geral, por falta de interesse e observação, dá-se pouca importância às magnas lições, e o homem continua fascinado pelo seu próprio mundo.  
Em geral, passa o tempo que lhe foi destinado sem aproveitar devidamente a bênção das horas.
Por que tanta atenção em satisfazer as necessidades materiais? 
No lugar das atenções devidas e naturais ele quer sempre maior a sua quota de bem-estar. 
Desejaria viver eternamente dentro do corpo.
Mas, as forças diminuem e se esgotam de forma inapelável. 
O físico envelhecido se esgota e dá lugar à essência espiritual. 
Após a permanência no plano terráqueo, cada um leva na mochila apenas o que semeou.

Os fiéis servidores, aqueles que fizeram da sua vida uma bênção dadivosa, seguem o rumo plenamente felizes, sem que nada lhes falte.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

DUELO

 Resultado de imagem para correntes
No decorrer das vidas há sempre entranhado duelo entre as forças díspares que habitam o homem. 
Há sempre um entrechoque entre o bem e o mal, o certo e o errado, as ideias lúcidas e aquelas embaralhadas pelo tônus material.
O interior do ser humano é a cena de batalhas entre o que é, e o que deveria ser; ninguém está imune de escutar as vozes do seu espaço interno e que clamam por ser ouvidas. 
Há incessante diálogo entre as vozes da alma. 
Quem vencerá?
Quase sempre é desse embate que surgem decisões pequenas ou importantes para o resto do mundo. Cada ser é uma célula pensante a realizar tarefas humildes ou gloriosas, relativas ou absolutas, corretas ou falsas, no grande conceito universal.
Não há como fugir à certeza de forças etéreas a realizar os feitos. 
Tudo nasce diminuto e depois se expande em volutas intermináveis. 
Todos são pontos de origem e nem se dão conta de sua influência.
A somatória dos pontos conduz ao destino inglório ou sábio que espera cada homem. 
No seu mundo interior se desenvolvem as raízes de tudo que o aguarda. 
O criador pequeno é a réplica do Criador maior.

Desse duelo entre forças díspares sempre se sai vencedora aquela que é manietada pela vontade. 
Se a propensão é para o bem moral surgem atos gloriosos em favor pessoal e do mundo. 
Dentro do homem está o criadouro de tudo que acontece. 
Oxalá o Bem sempre vença todas as batalhas!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

OVULAÇÃO



O perpetuar da vida em todos os estágios da natureza nos faz lembrar a fonte primeira e sábia. 
Não há como deter o fluxo incessante e incomparável a suceder-se pelas eras afora.
Embora haja começo e fim de tudo, há também um fenômeno de renovação constante e perpétua. 
A morte é apenas o início de mais uma etapa no suceder incessante da vida. 
Observar esse fenômeno de continuidade ininterrupta é entender a finalidade do existir: aprimoramento constante.
Diz a sabedoria popular que a natureza não dá saltos, e assim é. 
Tudo acontece de forma planejada e regular, em subida constante, apesar dos prováveis desvios. 
Seja na vida vegetal ou animal, há sempre um evolucionar constante, com fins definidos.
Parece, à primeira vista, que a tecnologia avançou além dos acanhados limites do homem. 
Isso aconteceu de tal forma que as pessoas estão escravas dos novos inventos, e se esquecem de que são movidos por forças que desconhecem. Transformaram-se em meros robôs das circunstâncias, movidos por fontes sutis de energia.
É urgente um equacionar perfeito do que acontece, uma consciência lúcida da essência da vida, uma revalorização do que é devido. 
De que vale tanto progresso material se o homem se sente insatisfeito e em busca de respostas?

É importante lembrar que a constante ovulação tecnológica não pode atrasar a compreensão dos objetivos máximos. 
De nada vale o conforto de uns e a miséria de muitos, e a disparidade eloquente de condição. 
Doenças fatais vitimam. 
Não há senhores absolutos. 
Urge meditar e mudar o panorama árido da atualidade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

AFERIÇÃO



De tanto em tanto tempo, há uma aferição do aproveitamento no grande laboratório que é a vida. 
É uma pausa onde os reais valores são mensurados e as falhas ressaltadas para futuros reparos. 
Às vezes isso se dá em circunstâncias especiais, como em algumas dificuldades e moléstias. 
Outras vezes o exame se faz apenas no contato entre as pessoas.
Não pensem que há uma bancada de juízes severos questionando atitudes. 
É no interior do próprio eu que se processa o acurado exame. 
Não existe nenhum juiz mais severo e imparcial do que aquele que está alojado na consciência.
É no exame das atitudes próprias que o homem pode situar-se e saber exatamente o seu grau evolutivo. 
Desse mergulho interior volta disposto a remediar as falhas e caminhar com coragem no cumprimento do dever. 
A maior parte desses julgamentos  próprios  nem é percebida. 
Há pessoas que passam a vida sem escutá-los, e sem corrigir-se por eles.
Mas, o homem sábio sempre dá a devida atenção aos reclamos do eu. 
Faz então projetos de melhora, firma-se nas leis de alguma filosofia, apega-se à necessidade de limar as arestas.
Dos mergulhos interiores vêm à tona as promessas que se faz a si mesmo e que devem ser solenemente cumpridas. 
Não existe nenhum tribunal mais sábio e experiente do que aquele que existe no íntimo de cada homem. 
E não há exceções.
Por mais malévolo, torpe e embrutecido seja o comportamento de alguém, sempre tem a assistência de uma voz que o chama à realidade. 
É do exame de consciência que surge a renovação, e o Sol desponta para a glória de um novo dia.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

AVALIAÇÃO


Toda tarefa terminada recebe um tipo de avaliação, seja material ou espiritual. 
Do mesmo modo em que os alunos recebem critérios de aprovação, assim também acontece com as obras realizadas pelos homens. 
Mas, sem dúvida é sempre o próprio autor quem faz o melhor julgamento do seu desempenho.
Conforme os usuais critérios é possível receber prêmios ou reprovações em casos de desacertos. 
Não é uma postura medieval. 
É o normal em se tratando de tarefas a realizar. 
Os prêmios são promoções e os erros são em si mesmos lições alertadoras.
É evidente que não é Deus quem provê mesquinhas atitudes; é o próprio homem o responsável por tudo que lhe acontece. 
O difícil é saber quem é justo ou injusto quando se trata de aferições da consciência. 
Em geral, os próprios homens são severos em matéria de julgamentos próprios.
É inequívoco que o proceder correto é consequência do meio e do próprio indivíduo. 
Certas questões que numa época são desaprovadas, de repente são vistas sob outro ângulo.
Mas, o roteiro está impresso dentro de cada um. 
Não se pode burlar as leis essenciais e eternas do amor incondicional. 
Tudo pode passar e modificar-se, menos o arsenal de condutas adequadas.
No fundo da consciência todos têm termostatos, termômetros, barômetros e outros artefatos espirituais  medidores do seu desempenho. 
Ninguém pode proclamar-se inocente, pois a luz é dada para todos. 
Ousar enfrentar ou apagar essa força interior é atitude estapafúrdia.

O ideal é ser manso, flexível, e atento ouvinte de si mesmo. 
É no interior de cada homem que estão todas as regras de conduta. 
Seguindo-as as avaliações serão sempre excelentes.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

ENGAJAR-SE



Nos meandros difíceis da vida é providencial engajar-se numa filosofia, ou num grupo de trabalho que sustentem as forças. 
Daí virão muitas inspirações e energias para caminhar a grande jornada.
Não se pode dizer que no homem existam, por si sós, todas as possibilidades existenciais. 
Na verdade, a matéria que parece tão sólida e independente, é provisória como uma veste que se despe.
Daí a necessidade de engajar-se num conjunto de ideal, trabalho ou estudo que reforce as dificuldades individuais. 
Já foi explicado que a força do conjunto vibratório é inexcedível. 
As almas perpassam energias que alimentam e transforma, por isso, estar junto de companheiros de jornada sempre traz satisfação íntima.
Inadiável é suprimir as antigas crenças sobre a invencibilidade do homem. 
Os super-heróis atuais vivem em quietude interior, e em paz solidária na busca de si mesmos, no emaranhado vibratório adjacente.
Se queres aferir a veracidade destas palavras, experimenta isolar-te. 
Desta vibração não surge nada mais que filosofias e abstrações. 
Embora úteis, só têm resultado concreto quando postas em ação.
Jesus, o amigo maior, deu exemplo de engajamento cercando-se de companheiros em suas andanças. 
E foram estes, posteriormente, que deram sinais a todos dos seus exemplos e palavras.
O pai continua na descendência: o que plantar dará frutos e sementes. 
Embora pareça presença passageira, invisível e sem méritos, a sua vida se transforma em infindáveis ramos, no futuro.  
Por isso é preciso ter exata consciência do dever, e sempre engajar-se às normas da consciência.
                        

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

POEIRA



O pó se acumula dia a dia, e vai formando camadas. Assim é o sentimento impuro: é quase imperceptível, mas vai se depositando nos recessos da alma, a menos que a pessoa os tenha em mira, reconheça-os, e queira desvencilhar-se deles.
São raros os espíritos que se habituam a penetrar os seus recessos, e fazer exames de consciência. 
Já dizia o sábio grego: “conhece-te a ti mesmo”. Porém quem o consegue? 
A maioria se anestesia de tal forma que não mais reconhece a sua essência divina.
Quando o homem tiver consciência de que foi criado pela perfeição, e a ela deve dirigir-se, não mais se permitirá delongas em seu percurso.  
É usual mergulhar no atendimento do corpo físico, esquecendo que também é formado de alma, sua principal estrutura. 
Como ela é fluida, poucos pensam nela como parte essencial de si mesmos. 
Mesmo que tivessem certeza absoluta, através de provas concretas, não se dariam ao trabalho de aprimorar-se com urgência.
Jesus apareceu aos apóstolos, em alma, depois da morte do corpo físico. 
Adiantou? 
Os homens continuam alienados, cometendo desatinos incompreensíveis.
O tempo ofertado ao homem, dentro da carne, é ínfimo diante da eternidade, mas de real valia para quem o aproveita aprimorando-se. 
O intemporal comanda os passos de quase toda a humanidade: poucos têm noção do que vieram fazer no planeta. Vivem à mercê de instintos básicos, e desconhecem o seu real paradeiro. 
Assim continuam quando se libertam e ganham vida espiritual: alheios, desorientados...

A morte física não santifica, nem modifica ninguém. 
Ela é apenas passagem de um a outro estado. 
Portanto, não te detenhas em meio à poeira anestesiante. Desperta!