quarta-feira, 23 de abril de 2014

EFUSÃO

 
 ... E no torvelinho da mente há magníficas pausas, em que a efusão da paz se manifesta. 
É então que fluem as ideias grandiosas, de regeneração e equilíbrio. 
Se tal não acontecesse, o cérebro seria como um motor em combustão perene, acabaria entrando em pane, e não seria possível nem mesmo a parca vida material.
É imprescindível a regeneração das células físicas e espirituais. 
Daí a importância do sono. 
É dentro dele que a alma se abriga e renova. 
É a pausa necessária em todos os reinos. 
O dia e a noite são providenciais para a saúde.
Certa efusão de fluidos pacificadores é sempre necessária, nas turbulências naturais. 
A prece e a meditação são estados que aquietam.
O perpassar do tempo modifica o modo de ver o mundo. Quanto mais amadurece, mais o homem é capaz de entender certas verdades vitais que antes passavam despercebidas. 
Nos tempos de inconsciência, quando ele dorme a alma fica junto ao invólucro. 
Com o passar dos dias, ele sabe que ao adormecer o espírito pode aproveitar o tempo em excursões de estudo, trabalho e visitas espirituais. 
O corpo dorme e ele realiza as tarefas que só conseguiu executar quando liberto.
A  efusão de paz se concretiza quando o espírito, sem algemas, consegue os meios. 
São inúmeros os feitos realizados no campo abstrato que têm inclusive, continuidade sistemática. 
É então que o corpo descansa, realmente, e entra em estado de plenitude. 
Acorda sorrindo e bem disposto para enfrentar os problemas inerentes à vida material.

ALTAMIRO                                                                        

terça-feira, 22 de abril de 2014

ESPELHO



Se todos adquirissem o hábito de consultar o espelho nítido da consciência, muitos hábitos perniciosos seriam combatidos, e ações nefastas evitadas, porque dentro de cada um existe o mais severo juiz.
Os homens, em geral, têm o hábito de olhar demoradamente o espelho concreto para tentar aprimorar as possíveis falhas do corpo. 
Entanto, quem olha o espelho espiritual?
Seria de bom alvitre observar o que se passa na alma. Lapidar arestas, limpar os focos de infecção logo no nascedouro, estancar os erros, cortar maus hábitos, e desnudar-se sem receio de ser autêntico consigo mesmo, são metas de quem deseja o melhor para si.
Isso é o que vulgarmente se chama “exame de consciência”. Pergunte-se: o que tenho feito com o meu tempo? 
Tenho cuidado da saúde física e espiritual? 
Tenho gasto com sabedoria os recursos disponíveis? Tenho me dedicado a amar os semelhantes? 
Tenho estado em contato permanente com as energias celestes?
Envolvidos em desusada pressa, poucos se fazem tais perguntas. 
Apenas perpassam pela experiência corpórea, como se fossem nuvens de fumaça inconscientes, com passos mecânicos e ações incongruentes.
Olhar-se no espelho interior significa estar alerta e, com isso conseguir os meios de burilar-se. 
Foi para isso que ganhou a vestimenta física. 
Urge entender o que se espera dele, e seguir à risca as prescrições.
Alguns homens dizem que viver nesse estado interior, sempre atento, seria monótono. 
Ao contrário! 
É só desperto que se encontra o caminho certo do evoluir sempre!

                                                                  Equipe

terça-feira, 15 de abril de 2014

OPÇÃO

 
As escolhas definem os rumos. 
Estes são ensolarados ou turvos, dependendo do que se visualiza e merece. 
Não há injustiças, a lei é perfeita. 
Ninguém pode reclamar da sua sorte: ela é exatamente a forma necessária ao progresso evolutivo.
Felicidade não depende dos acontecimentos, é um estado interior concernente a cada um. 
Mesmo no meio mais difícil e miserável é possível a alegria espiritual. 
E mesmo dentro da maior riqueza alguém pode sentir-se abandonado pela sorte. 
É apenas questão de perspectiva.
Há crianças que se contentam com brinquedos toscos, feitos por suas próprias mãos, e outras não sabem ser felizes nem com os mais raros artefatos. 
A ventura não passa de opção. 
Se escolheres a sua companhia, ela estará ao seu lado.
É necessário treinar o hábito de contentar-se com pouco. Saber apreciar as venturas de cada instante é sorrir para o destino. 
O eterno insatisfeito só atrai desgraças.
Há sobejos motivos para sorrir interiormente, mesmo dentro das turbulências inevitáveis. 
Olhar o aspecto bom é ser conducente com a lei, moldar-se às circunstâncias e sorrir para abraçar momentos propícios.
Quem tem a opção de ser feliz molda o seu caminho em harmonia: não se desentende com o que surge no horizonte, abraça o que aparece e busca novas soluções. Não fica parado à espera de boas ocasiões, mas vai em busca delas, e aproveita as mínimas chances de sorrir.
O tédio desgasta, a tristeza corrói e a revolta desumaniza. 
Acolhe sempre a opção correta e sorri ante o belo destino que crias com as próprias mãos.


ALTAMIRO

quinta-feira, 10 de abril de 2014

EXPANSÃO



Inclui-se no movimento de expansão todas as virtudes da alma. 
Quanto mais o espírito aprende e se ilumina, mais se dilata em evolução.
Não há como parar o crescimento da luz; ela se derrama infinitamente. 
E não existem fórmulas fixas para essa expansão. 
Ela se faz através da íntima reforma e atos de bondade. Mas, cada um tem o seu próprio ritmo.
Deus cria infinitamente. 
Há seres ainda saindo dos primeiros estágios, e outros aportando às esferas sublimadas. 
Essa diferença conduz à tolerância e ajuda recíproca. Aqueles que já estagiam em mais altos degraus, estendem as mãos compreensivas àqueles que ainda se arrastam penosamente.
O importante é que o Pai está presente nos diversos estágios da Sua obra. 
Jamais se afasta, mesmo daqueles que ainda regurgitam prepotência e maldade. 
A evolução jamais cessa!
É imprescindível olhar os horizontes novos e saber que existem inúmeras moradas. 
Cada um habita aquele de acordo com aquilo que já sabe dos mundos.
Toda escolha revela o tom o tom vibratório daquele que a emite. 
De acordo com o grau de acuidade, haverá possibilidades para todos. 
Ninguém está isolado da benevolência superior.
 Aquele que tem mais pressa de apossar-se dos tesouros chegará mais depressa à Terra Prometida. 
Os bens mais esperados dos homens sempre foram à caridade e o amor aos semelhantes. 
Sem o apoio do próximo, é impossível prosseguir a viagem.
Quem deseja expandir-se em conhecimentos e virtudes deve abandonar as ideias salvacionistas ilusórias. 
O caminho é único e sem atalhos escusos.

                                                                       Equipe

terça-feira, 8 de abril de 2014

Orgulhosa Mente



Sim, é possível, previsível e certo ter orgulho comedido em relação aos filhos, à família, às aquisições do intelecto e da vontade. 
É uma questão de apreciação dos reais valores. 
Mas, há os que o tem em relação a si mesmos, às suas prováveis virtudes e êxitos em qualquer setor.
Ter apreço pelos dons de Deus é bastante sábio. 
Eles jamais desiludem. 
Mas, enaltecer o que é passageiro e provisório, nem sempre traz o necessário conforto. 
O corpo, por exemplo, é instrumento valioso do espírito, mas pô-lo em primeiro lugar é apostar em valores efêmeros. 
Importante é apreciar as virtudes dos semelhantes, e compadecer-se de quem não as possui.
O homem tem a tendência a pousar os olhos em valores errôneos. 
Tudo aquilo que está em desacordo consigo próprio é considerado inferior. 
Enaltece aquilo que tem em maior quantidade dentro de si, e por vezes é apenas orgulho ilusório.
O que leva à maior tranquilidade é glorificar a Deus, aos princípios cristãos, à amizade sincera, o compadecimento aos infortunados e ao afastamento das ilusórias tentações de posse.
Aqueles que dão valor desmedido ao que realmente é ilusão, trazem na fisionomia tristonha os traços evidentes do equívoco. 
Não existe ventura em enaltecer o que não merece.
Concordo que é preciso precaução e prudência. Desbaratar os bens é temeridade. 
Mas, confiar demasiado na efemeridade de certas posses é apenas sentimento ilusório.
O orgulho de si mesmo é fantasia. 
Quando houver consciência plena, as emoções incorretas serão substituídas pelo perfeito equilíbrio.

                                                                   Equipe

segunda-feira, 7 de abril de 2014

ACONSELHAMENTO

 
De um para outro plano, o homem sempre recebe conselhos. 
Resta saber se os aceita. 
Há seres autossuficientes que julgam indevido seguir o pensamento alheio. 
Outros são por demais abertos, e só se guiam pelo pensar de outrem. 
A medida certa é sempre o meio-termo.
Quem é inteligente e racional, medita e perscruta se tal modo de agir será útil à sua vida. 
Aceitar a orientação alheia, seja ela oral ou escrita, é questão de sintonia.
Sempre há pessoas mais cultas que gostam de impor opiniões, e não o fazem com mero intuito fraternal. 
Em matéria de política, religião e quejandos há maior tendência a conseguir adeptos.
Os conselhos mais profícuos são aqueles dados no período da infância. 
Nesse momento, as almas tenras aceitam o fato de ser moldadas. 
O caráter se forma com palavras, e principalmente com exemplos. 
Se não se aprende as lições básicas, então a vida se encarrega de ensinar através da experiência, e até do sofrimento.
Todos sabem que são fonte de inspiração. 
Das suas atitudes pessoais, muitas outras são geradas. Daí a importância das atitudes de cada um. 
Todos estão envoltos em uma imensa teia de influências e, em geral, a opinião da maioria prevalece e se impõe.
O magnetismo é insofismável. 
Talvez por isso as pessoas gostem de agrupar-se: sentem que dentro do conjunto se tornam mais fortes. 
Desse fato advém a responsabilidade do homem. 
Embora mal conheça o seu poder de decisão, é necessário despertar para a certeza de que pode atuar e interferir no destino do todo.
Conselhos sábios são úteis e têm alto poder de transformação.

                                                                Equipe

sexta-feira, 4 de abril de 2014

ACÚLEOS

 
É natural que o espírito se ressinta dos acúleos em sua pele, durante a caminhada. 
Ele gostaria de um terreno plano e limpo, sem empecilhos. 
Mas, eis que a trajetória humana ainda é difícil, sob várias formas.  
Quando não há dificuldades materiais, privações e dores há outras de cunho sentimental.
Impossível passar por um plano concreto sem ver-se ferido de alguma forma. 
Este é o preço a pagar pelo progresso e pelo aprendizado. 
Mesmo assim, há tantos benefícios ao redor que a trajetória sempre vale a pena, e o homem quer repeti-la e implora pela oportunidade da reencarnação.
É como uma viagem: no final de cada jornada o espírito está mais lúcido e feliz. 
A oportunidade de compartir, ajudar e receber é uma dádiva.
A existência no orbe encontra o espírito cada vez melhor. Em cada nova experiência vivencial há oportunidade de equilibrar o interior, aquilatar valores, contribuir de alguma forma.
A experiência adquirida nos meandros da carne dificilmente pode ser recebida de outra forma. 
É insubstituível.
O amor, a afeição e a família são elos muito importantes nesses estágios, e cada vez mais se apuram e consolidam. Só vivendo no mesmo difícil plano terráqueo é possível compreender totalmente os valores da solidariedade.
O plano espiritual eterno é o habitat natural e perfeito. Ali se respira o clima adequado. 
Mas é só sofrendo a pressão dos acúleos terrenos é que se desperta para a realidade. 
Ainda existe a imperfeição!

                                                                               Equipe