sexta-feira, 3 de julho de 2015

SOCORRO!




Nos momentos de dificuldade mais difícil, as pessoas usam implorar socorro a Deus, o poder maior. 
Sabem, com absoluta convicção, que só d´Ele pode advir a ajuda. 
Na verdade, o desejável seria que se invocasse a presença de Deus, não apenas nos momentos difíceis, mas que se o fizesse sempre, e com a mesma ênfase.
O homem se expõe aos perigos porque não se resguarda convenientemente. 
Alvoroçado, entrega-se às vivências diversas, aos afazeres comuns, e não tem o hábito de proteger-se e confiar. 
Como se sabe, neste plano terráqueo as influências do mal ainda existem, inúmeras. 
É imperioso resguardar-se em atitudes corretas e pensamentos dignos, pois só eles podem blindar contra os assaltos das sombras.
Quanto mais alguém tem sensibilidade, mais sujeito se torna às investidas do magnetismo de todos os tipos. 
É um ser essencialmente vibrátil e tudo o que perturba ou beneficia o espírito tem também consequências no corpo.
Ninguém pode esconder-se numa redoma. 
Quem está no mundo sofre benefícios e malefícios. 
É preciso resguardo! 
Nem mesmo os mais evoluídos se isentam de receber influências de toda a sorte.
É preciso precaver-se e lutar pela vitória do Bem, em si, e no destino dos semelhantes... 
Só o amor integral ao próximo leva à Fonte da Vida. 
Só quem tem sentimentos benévolos e confiantes dentro de si é capaz de vencer o assédio das sombras.
Não se iludam!  
O resguardo começa no imo de cada um. 
O homem é o seu próprio espírito protetor, a dar socorro a si mesmo.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

FALSO



Não é fácil distinguir o falso do verdadeiro: ambos se misturam de tal forma que em alguns momentos não é possível distinguir um do outro. 
Em misturando vibrações, isso se torna ainda mais difícil. 
Os julgamentos sofrem esse transtorno secular.
Quem pode dizer, exatamente, onde está a justiça? 
Há um intrincado mistério na conduta dos homens. Raízes antigas e comportamentos atuais se mesclam, explicando a motivação, ou desacerto.
Talvez, as únicas palavras realmente límpidas sejam as de Jesus: sólidas e verdadeiras, emolduradas de simplicidade. 
Nelas se pode confiar porque são sinônimos de vivência. Não estão jogadas ao vento; têm indefectível lógica.
O falso e o verdadeiro estão mesclados. 
Quem pode dizer exatamente quão profundo e desinteressado é o sentimento e a gama de emoções? Realmente, se tudo é passageiro, e só há eternidade dentro do amor incondicional, como se pode acreditar em perenidade que não existe? 
Experiências se sucedem e de cada uma delas ficam características e cores. 
Os homens são incríveis somatórias: as personalidades se mesclam de sentimentos próprios, intrínsecos. 
Não há como duvidar das marcas de tudo que foi vivido.
O corpo físico exerce várias funções, sob o comando do espírito. 
As fisionomias expressam-se marcando e definindo a personalidade. 
Não há meios de confundir um ser com outro. 
As luzes e sombras de cada um  são indefectíveis e pessoais.

Viver reparando no Bem e Belo de cada um é um excelente modo de bem viver.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

ESPONTÂNEO



Quando no turbilhão das aparências aparece alguém virtuoso e espontâneo, a alma de quem convive com ele se refrigera. 
Há uma calma completa atrás daquele que não se esconde atrás de uma falsa impressão. 
A autenticidade é muito rara, mesmo porque a própria sociedade a inibe.
Em alguns lugares, ser espontâneo é quase falta de educação. 
Há preferência pelas atitudes contidas, formais, e dentro dos limites prescritos.  
Expressões de afeto devem ser medidas. 
Há certa formalidade a ser aprendida logo cedo.
Pessoas simples são mais naturais: a educação de elite exige certo verniz social. 
A bem dizer, o homem civilizado deve conter-se e jamais expressar sua verdadeira essência, seja no bom ou no mal sentido.
Regras sociais imperam de maneira restritiva, em certos países. 
É proibida a pura expressão da personalidade. 
Isso cria pessoas disciplinadas, pouco afeitas a arroubos emocionais.
Não há ninguém mais espontâneo do que as crianças. Não estão ainda oprimidas por conceitos sociais e expressam a sua personalidade, sem reservas. 
Mas, a alguns homens apraz à contenção, o jeito comedido de ser.
Sem dúvida, causa alguns transtornos o expandir as emoções desbragadamente, e expressar tudo que se passa no íntimo. 
A sobriedade é a lei dos espíritos alertas.

 O vocabulário também expressa emoções. 
Ele deve ser disciplinado para não dar vazão a inúteis arroubos. 
A atitude serena, pacífica e cordata é apanágio daqueles que já conseguiram vasto domínio sobre si mesmos.

terça-feira, 30 de junho de 2015

EXUMAÇÃO



Sim, é possível exumar os restos materiais, mas eles ficam enterrados na lembrança dos que ficam e na sua contextura espiritual. 
Ao homem comum, é difícil pensar em termos do infindável, entanto, assim é. 
A continuidade, sob várias formas, é lei superior.
Em geral, as pessoas acreditam no que é visível e palpável. 
Daí lhes ser difícil conceber a alma. 
Alguns têm provas concretas da sua existência, outros não a concebem nem mesmo em si mesmos. 
A relatividade habita tudo e todos. 
Só há um valor absoluto, dentro de todas as quimeras abstratas: é o ponto de origem.
Estar em sintonia vibratória com o princípio gerador é sentir-se de posse da vida interminável, da segurança emocional e da alegria. 
Nesse sentido, as escalas são inumeráveis. 
Alguns se põem em genuflexão, e de mãos postas rogam auxílio e forças. 
Em contrapartida, outros empunham armas destruidoras. 
Há os que se socorrem da sabedoria escrita, e outros que espantam todas as possibilidades de meditação superior. Alguns, absortos em distrações, ou lides, tentam esquecer os assuntos primordiais, outros ainda, tentam o ingresso permanente na sua fonte de origem.

Cada ser é um universo em miniatura: cabe a cada um estabelecer os seus limites, e alargar as suas fronteiras. 
O ambicioso por pertences materiais, põe-se em faina, até obtê-los. 
Quem é afeito às coisas do espírito, empenha-se em progredir nesse sentido. 
Cada um tem o que procura e o restante é pura veleidade. 
Por isso, é preciso exumar a tempo, as fantasias improdutivas.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

HONRADEZ



Ter honra é uma qualidade importante de quem tem consistência espiritual, e não se deixa levar pelos ventos da imperfeição. 
Denota firmeza de conduta, hábitos puros e disciplinados, limpeza interior. 
É o baluarte do homem íntegro, honesto, direito, seguidor dos princípios básicos da Lei.
Por que são tantos os que se deturpam e trocam esses princípios sólidos por veleidades inconcebíveis? 
Será por fraqueza de caráter, tentação do poder, comodidade ou usura? 
Por que o rosto cândido da criança se transforma em fisionomia interior grotesca, incapaz de proceder à altura?
É quase incrível notar que o planeta revela sempre a face dos que o habitam, e que a sua vibração se transforma de acordo com o interior dos homens! 
É quase inconcebível perceber o mal no seio de quem foi criado para superar-se e reinar em ambiente de luz.
Ter honra é ter a coluna espiritual ereta, sem viciações, firme e forte para enfrentar todos os dissabores da jornada. 
É não ceder às tentações, é ter a mente desimpedida e livre para receber as vibrações superiores.
A honradez é a virtude dos sábios, e dos que na sombra agem para servir de exemplo aos demais. 
É a virtude de quantos se dão a causas elevadas de respeito e progresso interior.

 Seria desejável homens honrados em todos os postos, nos de comando e também nos ofícios humildes; nos pais de família, nos operários e nos estadistas. 
Quando houver uma sadia visão dos fins a que a vida se destina, todos serão dignos, impolutos.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

SEM MEIAS-MEDIDAS



Propor-se a trabalhar na seara do Mestre é também largar as frivolidades, e enveredar por um caminho profícuo. 
A ninguém se pede o descuido das necessidades naturais da matéria. 
Elas devem ser atendidas com sobriedade para a manutenção da higidez do corpo. 
Todavia, tudo deve ser feito no devido meio-termo do equilíbrio.
Dedicar-se a produzir o melhor para si e para os outros é tarefa consciente e justa. 
A noção do provisório concreto deve estar em pauta. 
Sem excessos é possível chegar ao cumprimento das mais diversas tarefas.
No momento de dedicar-se a um ideal não valem meias-medidas: o trabalho árduo exige constância e persistência. 
Por menor que seja o labor, deve ser feito com minuciosa atenção.
Grandes feitos não nascem do esfumaçado instante: exigem planificação.  
O homem superficial, apressado, inconsistente, não realiza obra de fôlego.
Observa o teu arredor: tudo que foi feito pelo plano superior demandou tempo e perfeição. Não há ação inacabada. 
Assim deve ser também a de uma vida; dedicação completa ao objetivo.
Embora aparentemente inculto, o homem tem capacidade de realizar uma obra de importância.  
Basta esquecer um pouco de si mesmo, e usar dedicação irrestrita.
Cada um avança de acordo com as próprias possibilidades. 
A lei perfeita não exige nada além do que é possível.  
Na verdade, ainda são poucos os interessados em refinar o íntimo através da conduta ilibada: há muitas excrescências a eliminar, porém tudo segue no ritmo pessoal.
Com economia na doação de virtudes é impossível aprimorar o mundo.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

FELICIDADE


Dentre os sentimentos do homem, o mais procurado é a felicidade, esse misto de paz e euforia, exaltação e calmaria, júbilo e prazer. Por todo o sempre ele foi ansiado, como se fosse o próprio céu interior. 
É natural que para cada um seja alcançado de forma diferente, de acordo com o degrau evolutivo.
Para alguns, resume-se em aquisições materiais, posses, dinheiro. 
Para outros, num simples copo de água, ou num pedaço de pão, num sentimento de paz, ou numa visão diáfana do mundo espiritual. 
Cada ser humano aspira ao encontro e a posse da sua visão pessoal de felicidade.
Na medida em que se evolui, vai-se conhecendo novas formas de ser feliz. 
O que à princípio, se resume em bênçãos imediatas, com o aprimoramento se condensa em aquisições no plano da espiritualidade superior.  
Elas são próximas ou longínquas, dependendo do ponto de vista de cada um. 
É por isso que uns plantam o grão de viço rápido, e outros a tamareira. 
Cada um colhe sempre de acordo com os valores pessoais, intransferíveis.
Ser feliz resume-se em diferentes estados de percepção para o pensador ou o filósofo, o agnóstico ou o crente, o imediatista ou o sonhador. 
A sensação de ser feliz não é a mesma para todos os viventes.
No decorrer das eras, a visão de luxo ou pobreza mental se distanciam; as etapas se cumprem trazendo medíocres lampejos de alegria, ou o imensurável êxtase da alma em comunhão com o viço pleno de seus ideais.