segunda-feira, 21 de julho de 2014

EVASIVAS



Diante do não cumprimento do dever, o homem inventa mil evasivas para desculpar-se, ou justificar-se. 
E ele o faz também diante das leis espirituais e perante Deus.
Se forem bem analisadas, todas as evasivas são vazias de sentido e quase infantis, não têm consistência; meios de fugir à responsabilidade.
Quando alguém tem reais e sólidos motivos, eles se evidenciam por si sós, são provas concretas. 
Não adianta buscar em subterfúgios o meio de burlar a atenção do próximo.
Na verdade, o dever corretamente cumprido é algo que jamais precisa de justificativas. 
É uma questão de integridade, e ela está inerente ao caráter de qualquer um.
Quem está realmente disposto ao cumprimento do dever, o faz religiosamente, sem ser necessário dar explicações a ninguém, a não ser à própria consciência.
Já imaginou se no curto espaço de trinta e três anos, o Cristo não usasse todo o tempo para deixar o seu recado? 
E entanto o fez, com galhardia.
A própria vivência de cada um, seus pensamentos, palavras e ações justificam sua conduta ilibada. 
Não há como fugir da responsabilidade de dar o melhor de si para o bem do conjunto.
Integridade é algo que não precisa desculpar-se: impõe. Ninguém pode duvidar do que é íntegro. 
Os falsos é que precisam cobrir-se de trajos diferentes da sua essência para mostrar-se melhores.
Quem tem virtude a exsuda. 
Não precisa enganar a ninguém com falsos brilhos. 
A virtude não precisa de evasivas, e se impõe por si só.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

AMEBAS


Escuta em profundidade a tua luz interior. 
Ela diz da tua origem e do teu destino. 
Não importa que o mais distante de ti tenha sido uma simples ameba, unicelular, o que te espera é o infinito evoluir.
O homem vive em crescente ascensão.  
Vai vencendo etapas e se transforma. 
Não importa se um dia sua face foi grosseira, seus gestos rudes e seu comportamento bronco; ele nasceu para a harmonia e beleza.
À medida em que se angeliza, fica mais belo, suave e sutil. Isso não é prerrogativa de apenas alguns seres; todos têm o destino de alcançar o melhor de si e cooperar para o bem do universo.
Não te desgostes do teu estado atual, ele é provisório. 
Até os corpos físicos melhoram quando a alma evolui.
No momento, desfilam diante de ti seres com as mais diversas anomalias: doenças físicas e espirituais, rostos apáticos, passos difíceis. Isso não se coaduna com a perfeição e beleza cósmicas.
Repare as flores, na natureza, cada uma com aspecto, colorido e perfume diferentes, mas todas belas, nenhuma feia. Assim serão os homens, com certeza. 
Se o momento de bruma empana o brilho dos olhares, acredite-se no amanhã radiante para todos.
O filho de Deus não é uma simples ameba, sem brilho e sem vontade. É um ser pensante, com raciocínio lógico e capaz de feitos magníficos.
Cada um deve olhar para dentro de si e tirar ilações profundas sobre o seu destino solar.  
Nos planos divinos tudo evolui, e o homem comum se transforma, continuamente.


ALTAMIRO

quarta-feira, 2 de julho de 2014

DOIDIVANAS


Diante da seriedade de tudo que foi criado pela Mente Perfeita, certos homens portam-se como doidivanas inconsequentes.  
E não há censura nestas palavras, tudo não passa de evolução em sequência. 
É possível acordar para a realidade mais cedo, ou mais tarde. 
E quanto mais rápido se o fizer, mais depressa se atinge o estado de felicidade almejada.
É muito fácil deixar-se levar ao sabor da corrente, qual folha seca, entretanto aquele que se esforça por abrir os olhos e remar na direção certa, alcança o porto da segurança e paz.
O homem nada consegue, sem empenho. Tudo ao redor conclama a ação dirigida e persistente. 
O cérebro é claro em traçar objetivos e dá forças para conseguir realizá-los.
Não se pense que a intemperança e a ociosidade   produzam alentados frutos. Cada um constrói o destino com a matéria prima do seu interior. Não adianta buscar no meio externo os instrumentos para construir o idealizado. 
Só a força da vontade e do determinismo são alavancas.
O homem algumas vezes se sente vítima do inexorável e joguete de forças que desconhece, mas tal não se dá. 
O antes e o depois influem na construção. Não adianta erguer um edifício sem alicerces e eles são nada mais, nada menos, que as ações remotas.
O significado da vida está no seio da vivência escolhida, e ninguém pode ser feliz esmagando a felicidade alheia.
É preciso consideração com os tijolos, e ninguém constrói sem bases sólidas. Não há alternativas: é preciso cimentar as ações e elas são a estrutura do destino. Atos impensados, destrutivos, maldosos      e doidivanas são armas voltadas para dentro de cada um, sem apelação.


ALTAMIR

terça-feira, 1 de julho de 2014

ELOS INDISSOLÚVEIS



Entre certos espíritos afins, criam-se elos indissolúveis. O tempo perpassa, mas os sentimentos não se modificam: são esteio, força, energia vivificada.
É difícil entender os mundos imateriais `aqueles que ainda estão aprisionados à matéria perecível. 
Mas é só no âmbito da energia que se explicam os mais intrincados fenômenos, tanto para a edificação como para a perda.
Movidas pelos instintos, há certas atuações indispensáveis à procriação e efetivação de certos projetos de ascensão diminuta. 
Todavia, só o amor universal explica a amplidão dos bens realizados cotidianamente.
Os elos se consolidam no perpassar das existências. Unem os povos na mesma pátria, e as pessoas na mesma família, para resgate, educação ou auxílio mútuo. 
É necessário atentar para o fato de que os contrários também se atraem, e às vezes se completam.
Não há como duvidar das leis físicas que agregam os átomos, formam energias de atração ou repulsão, unem-se ou dispersam-se com velocidade incrível. 
Sendo tudo formado de moléculas, é possível entender que os homens ajam da mesma forma.
As leis da solidariedade existem para nivelar os contrários, e permitir que em uníssono atinjam os objetivos divinos. 
Entre as nações, por exemplo, existem diversas filosofias e linguagens.. 
Porém, todas vivem para a união, num esperanto de ideais e progresso.
Nunca duvides das forças que te agregam, ou te separam. 
Ambas existem para a existência dos elos de amor que devem unir as criaturas.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

JUNTOS



O indivíduo sozinho é aberração da natureza: não subsiste! 
Desde o momento da criação, em todos os setores, houve grupos, criados aos milhares. 
Essa é a natureza ilimitada de Deus.
Assim sendo, todo aquele que busca isolar-se perece. 
Em se tratando de pensamentos, estes devem ser expostos para merecer algum crédito social. 
Os atos devem beneficiar o todo. 
Sem esse objetivo, as ações morrem na improdutividade. Junto do seu próximo, o homem realiza o destino comum, e a evolução se processa.
Interessante notar que até as forças negativas também se expressam com a formação de um conjunto. 
Falanges da destruição, do ódio ou da revolta, do egoísmo e ganância desmesurada, se juntam para realizar os seus propósitos.
Há um ditado muito popular que diz: “a união faz a força”, e assim acontece. 
Tem-se algum propósito em vista, comunica-o, divide-o e fortalece-o com novos elos.
Dirás que Deus agiu sozinho Engano! 
A força cósmica superior sempre angariou a colaboração de muitos para a concretização de elevados propósitos.
 Perceba a abundância do espaço, coalhado de estrelas e astros, a fartura do mar pejado de peixes, as árvores vergadas de frutos, e estes coalhados de sementes. 
Tudo é vasto...
Assim deve ser o homem: de braços e mente abertos ao melhor de si. 
Ninguém sobrevive sozinho!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

ESPAIRECER



É próprio da natureza humana o desejo de espairecer nos intervalos das obrigações, e o faz por vários modos: uns dormem, outros sonham acordados, integram-se à natureza, aos esportes, às artes, à saída da esmagadora rotina.
O que se observa é que certas pessoas não fazem intervalos regulares, e se afundam em intermináveis tarefas com o único fito de obter recursos materiais, e usufrui-los depois. 
Quando? 
Ao sentirem-se envelhecidos. 
Aí nada mais vale nenhum encanto, pois as debilidades empanam as alegrias.
A pessoa equilibrada jamais entra em excessos de pressa ou preocupações. 
Mantém determinados padrões, sem esgotar todas as energias. 
É responsável sem ser fanático, e acessível aos demais sem deixar de cuidar de si.
Não estamos fomentando o egoísmo, apenas mostrando o quanto é importante dosar todas as atitudes.
Conta a ‘lenda’ que o Pai fez o mundo, e no sétimo dia descansou, como se o poder infinito precisasse de descanso... 
Mas, este é um ensinamento para a debilidade natural dos homens que passam provisoriamente no planeta.
É preciso separar as horas com a família, das responsabilidades do trabalho, o espírito ávido de aprendizado das fraquezas naturais ao corpo. 
Quem foge deste princípio, esgota as oportunidades antes do tempo, e não mais produz o que dele se espera.
Espairecer é distrair-se por algum tempo, a fim de renovar as forças. 
Jesus o fez, isolando-se em meditação. 
E todos os grandes homens sempre acharam momentos para repensar atitudes, e renovar energias. 
Tu deves usar o mesmo processo.

terça-feira, 24 de junho de 2014

REVOLTAS

É comum ao homem revoltar-se contra as situações públicas ou particulares. É um protesto do espírito frente às dificuldades da vida. Resignação ainda é palavra esquecida nos dicionários usuais, e muitas vezes a indignação é mesclada de violências físicas ou verbais.
Sabe-se que esse modo de agir jamais gerou bons resultados. Violência gera violência. O melhor seriam atitudes como as de Gandhi: pacíficas e elevadas. É na vibração do pensamento que há modificações apropriadas.
O interessante é que muito raramente as pessoas revolta-se contra si mesmas, com seus pensamentos obscuros, ou atos obscenos. Aceitam-nos como naturais, e nesse caso seria interessante uma batalha interior para expurgar todos os males.
Quando há paz não existem reivindicações. Nos momentos de cólera manifestam-se e agregam-se vibrações perniciosas, acelerando o tônus maligno.
As guerras mundiais, as disputas por ideias, propriedades e domínios forçam a natureza delicada do tecido espiritual do indivíduo e dos grupos.
Por que usar a violência como um meio de gerar outro, completamente oposto? Pode-se combater as trevas usando carradas de trevas? Só a luz seria cabível neste caso.
Pensa sempre no inverso quando  desejas vencer uma batalha. A violência é ilusória e o sacrifício da tessitura interna causa danos irreparáveis, por muito tempo. Dar-se à volúpia da cólera por alguns momentos, às vezes gera anos de angústias. O cérebro alerta diz que não compensa.
Pensando com racionalidade, é melhor usar as energias para conter-se e disciplinar o mundo interior. O bom senso diz que revoltas são improdutivas, e jamais modificam os panoramas.